segunda-feira, 7 de fevereiro de 2022

Encontro sobre cultura bantu junta criadores em Benguela

Encontro sobre cultura bantu junta criadores em Benguela

Maximiano Filipe|Benguela

Jornalista

Um encontro sobre os aspectos culturais das famílias bantu, da região Sul de Angola, juntou, na tarde de sábado, na província de Benguela, vários criadores e amantes da cultura, no âmbito das comemorações do 8 de Janeiro, Dia da Cultura Nacional, assinalado no mesmo dia.

11/01/2022  Última atualização 07H40
Culturais das famílias bantu © Fotografia por: DR
À margem do encontro, foi apresentado o livro "Genealogia familiar e aspectos da cultura bantu”, da autoria de Graciano Catumbela, pesquisador e conferencista para questões culturais, familiares e religiosas.

A obra é composta por nove capítulos, divididos em 262 páginas, nos quais o autor aborda  os hábitos e costumes da nova geração, que se mostra cada vez mais virada para questões do imediatismo. A obra "Genealogia familiar e aspectos da cultura bantu” foi escolhida, para ser apresentada nas comemorações do 8 de Janeiro,  por servir como um veículo de orientação metodológica para a nova geração, por forma a incentivar os jovens a interessarem-se mais pelos valores espirituais, socioculturais, identidade africana, em particular, e pelas famílias bantu angolanas, no geral.

Segundo o antropólogo e padre Gabriel Tchombela, que orientou o encontro,  é fundamental direccionar a nova geração, sobretudo os jovens, para garantir a estabilidade do grau familiar, em cada localidade, por meio da cultura. A situação da consanguinidade, disse, tem sido também a causa de várias  realizações, no seio de muitas famílias e a perda dos valores culturais, razão pela qual se justifica a transmissão de conhecimentos retratados na  obra literária.

Segundo o autor da obra, o objectivo é  despertar a sociedade para a importância da estrutura de uma linhagem familiar, visto ser uma das melhores formas de preservação da identidade cultural, puramente endógena.
Graciano Catumbela nasceu a 13 de Maio de 1983, no município da Ganda, província de Benguela. É  coordenador internacional do Movimento Shalom, que deu origem a uma editora em Benguela, em 2009, fundado na Itália, na Diocese de San Miniato (Fucecchio).

É membro da Associação Literária e Cultural Otchiyta, da Associação de Jovens Empreendedores de Angola (AJEA), da Brigada Jovem de Literatura de Benguela (BJLB) e da União Nacional de Artistas e Compositores, Sociedade de Autores (UNAC-SA).

segunda-feira, 6 de setembro de 2021

OTCHOTO como educação tradicional na cultura dos ovimbundu, e a importância da Lenha e da Fogueira no contexto da tradição oral

Graciano Catumbela|Benguela

Jornalista e escritor

Otchoto na cultura dos Ovimbundu é uma escola tradicional para educação dos filhos, bem como das crianças, adolescentes e jovens de uma determinada da comunidade. Normalmente acontece depois do jantar, todos os dias, é habitual acontecer em torno de uma fogueira, onde são convocadas as crianças e jovens, orientados por um ancião que se introduz ao explicar sobre a história dos antepassados cujas crianças devem seguir, fala-se sobre a educação, os valores da solidariedade, o amor ao próximo, a caridade, educação da cidadania, o respeito aos idosos, pelos mais velhos, o respeito pelas escolas públicas e os seus professores. “Em geral é uma escola nocturna onde também é reservado para educação artística e cultural como a música, o canto, teatro, dança e outras actividades similares”.

A lenha para a fogueira do Otchoto deve ser cuidadosamente seleccionada para a prevenção dos usuários contra as doenças. Por exemplo, há lenhas que o seu uso provoca patologias inumeráveis, não só às pessoas como também aos seus haveres. A tranquilidade tanto na aldeia como na selva, depende da lenha que se utiliza nesses lugares. A lenha usada no otcho, sobretudo a seca é: ondjamba, omwe, omandu, ombivo, ondeka, ondjiliti, osamba, ombungululu, upanda e uwongo.

Assim, a fogueira do otchoto era de capital importância na medida em que para além dos assuntos abordados a volta da fogueira, os participantes também aprendiam, através da observação e não só, o tipo de lenha para o uso doméstico, e qual devia ser evitada.

Portanto, Gabriel Canivete (2021:50) no seu livro sobre OTCHOTO lembra que Otchoto é uma escola tradicional onde se aprendia e transmitia-se conhecimentos valiosos que tornavam as comunidades e a sociedade de então mais saudável, com menos bebedeira, delinquência, prostituição, roubo, e assim por diante. Todas noites nas aldeias jovens vinham das suas casas e acomodavam-se a volta da fogueira do otchoto, para ficarem aquecidos de conhecimentos.

Texto extraído do livro Genealogia familiar e aspectos da cultura Bantu, hábitos e costumes na tradição dos ovimbundu, 2ª edição revista e aumentada, "inclui casos dos tribunais tradicionais e direito costumeiro", editora shalom, Benguela, 2021, p.106.

Benguela,aos 5 de Setembro de 2021, 16:30

sábado, 21 de novembro de 2020

Genealogia Familiar e Aspectos da Cultura Bantu – Hábitos e Costumes na Tradição dos Ovimbundu

Cultura do povo Ovimbundu retratada em
livro
Por: Carlos Benedito 
BENGUELA - 18-11-2020 20h40 - Lazer e cultura
Catumbela - Para consciencializar a juventude sobre a cultura do grupo
etnolinguístico Ovimbundu, o escritor Graciano Catumbela lançou, em
Benguela, o livro "Genealogia Familiar e Aspectos da Cultura Bantu –
Hábitos e Costumes na Tradição dos Ovimbundu"

Com 180 páginas, a obra, resultado de pesquisa do também activista social, destaca aspectos
culturais predominantes na tradição dos Ovimbundu (cuja língua materna é o Umbundo), como
a figura do soba, as danças folclóricas, os rituais de iniciação à puberdade (efiko), os óbitos,
entre outros.
Em declarações, nesta quarta-feira, à ANGOP, o autor diz que o livro também evidencia
alguns aspectos acerca da origem étnico-racial dos povos Bantu, referenciando a “árvore
genealógica”, cujas raízes, como salientou, representam os antepassados e as folhas, as
novas gerações.
Para Graciano Catumbela, a obra pode ser uma ferramenta para que as pessoas, sobretudo os
mais jovens, conheçam e valorizem mais a cultura dos povos Bantu, que deram origem a vários
grupos etnolinguísticos de Angola.
No fundo, explica, o livro desconstrói, por um lado, o conceito de genealogia que estuda e
descreve as origens de famílias a partir da filiação e, por outro, aponta uma árvore genealógica
de matriz africana.
“Todos somos herdeiros do passado e o futuro herdará o nosso presente”, reforça e conta “as
pessoas poderão compreender melhor o que é a genealogia e quem é o homem Bantu, ou
seja, a nossa origem étnico-racial”.
Sobre a cultura dos Ovimbundu, grupo etnolinguístico que constitui 37% por cento da
população angolana, entre as províncias do Huambo, Bié e Benguela, lembra que há
instituições tradicionais, como o Efiko, o Evamba, o Otchoto.
É ali onde, segundo Graciano Catumbela, os mais velhos ensinavam às crianças, adolescentes
e jovens os valores da tolerância, do amor ao próximo e o respeito nos óbitos.

Angop - Agência Angola Press | Imprenso em 18-11-2020 | Págin

CULTURA DO POVO OVIMBUNDU RETRATADA EM LIVRO

Por: Carlos Benedito
BENGUELA - 18-11-2

020 20h40 - Lazer e cultura

Para consciencializar a juventude sobre a cultura do grupo etnolinguístico Ovimbundu, o escritor Graciano Catumbela lançou, em
Benguela, o livro “Genealogia Familiar e Aspectos da Cultura Bantu – Hábitos e Costumes na Tradição dos Ovimbundu”.
Com 180 páginas, a obra, resultado de pesquisa do também activista social, destaca aspectos culturais predominantes na tradição dos Ovimbundu (cuja língua materna é o Umbundo), como a figura do soba, as danças folclóricas, os rituais de iniciação à puberdade (efiko), os óbitos, entre outros.
Em declarações, nesta quarta-feira, à ANGOP, o autor diz que o livro também evidencia
alguns aspectos acerca da origem étnico-racial dos povos Bantu, referenciando a “árvore genealógica”, cujas raízes, como salientou, representam os antepassados e as folhas, as novas gerações.
Para Graciano Catumbela, a obra pode ser uma ferramenta para que as pessoas, sobretudo os mais jovens, conheçam e valorizem mais a cultura dos povos Bantu, que deram origem a vários grupos etnolinguísticos de Angola.
No fundo, explica, o livro desconstrói, por um lado, o conceito de genealogia que estuda e descreve as origens de famílias a partir da filiação e, por outro, aponta uma árvore genealógica de matriz africana. “Todos somos herdeiros do passado e o futuro herdará o nosso presente”, reforça e conta “as pessoas poderão compreender melhor o que é a genealogia e quem é o homem Bantu, ou seja, a nossa origem étnico-racial”.
Sobre a cultura dos Ovimbundu, grupo etnolinguístico que constitui 37% por cento da
população angolana, entre as províncias do Huambo, Bié e Benguela, lembra que há
instituições tradicionais, como o Efiko, o Evamba, o Otchoto.
É ali onde, segundo Graciano Catumbela, os mais velhos ensinavam às crianças, adolescentes
e jovens os valores da tolerância, do amor ao próximo e o respeito nos óbitos.

Angop - Agência Angola Press | Imprenso em 18-11-2020 | Págin

segunda-feira, 16 de maio de 2016

Sacerdote apela as famílias os valores da misericórdia

Dons do espírito santo devem habitar no lar



O dia do Pentecoste foi hoje dia 15.05.2016 celebrado na igreja católica um pouco por todo mundo, e esta celebração coincidiu com a data da sagrada família a nível mundial. Em Benguela o acto da celebração eucarística aconteceu no Santuário de Nsa. Sra. dos Navegantes por ocasião do aniversário da sua padroeira.

O evento que reuniu cerca de 2 mil fieis oriundas de varias paroquias reflectiu os valores da familia na igreja e na sociedade em geral onde na ocasião o pároco dos Navegantes Felisberto Martinez apelou aos presentes a salvaguardar a castidade e os dons do espírito santo.

Advertiu ainda que a família é a primeira instituição da igreja e da sociedade onde o Senhor habita, por isso aconselha os valores da misericórdia para que se alcance o projecto divino.

Aquele pároco, apelou ainda aos casais a praticarem boas maneiras de convivência no lar, actos que proporcionam paz, amor, união e felicidade.
Na ocasião foi também empossado novo obreiro da igreja naquela paróquia o Evangelista Felisberto Sapalo.

quinta-feira, 10 de julho de 2014

Fiéis em Benguela acolhem núncio apostólico




DOM NOVATUS JÁ CHEGOU A BENGUELA




Cerca de mil e quinhentos fiéis da diocese de Benguela acolheram o representante do papa em Angola Núncio Apostólico Dom Novatus Rugambwa pelas 14horas a partir do aeroporto internacional da Catumbela.
O acto de acolhimento aconteceu na paróquia da Sé Catedral e reuniu entre Sacerdotes, imãs de diversas comunidades religiosas, promaica, seminaristas, fiéis pertencentes aos vários movimentos religiosos bem como entidades governamentais locais.
Na sua mensagem de acolhimento, Dom Eugénio Dal Corso referiu a importância da visita e disse que, é um momento que marca na história da diocese de Benguela e constitui um novo rumo para os fiéis desta diocese tendo em vista em nunca tenha acontecido na história de Benguela, apontou num breve discurso.
Para o Núncio apostólico na sua mensagem de paz, transmitiu aos fiéis o amor ao próximo e mencionou a pascoa como símbolo de partilha no testemunho da fé pelo compromisso do Baptismo. Dom Novatus disse ainda que a mensagem do Papa nos congrega na união, fraternidade, reconciliação entre irmãos assim como nas boas práticas de não-violência social. Recomendou aos fiéis a continuarem rezar com um espírito de esperança em Deus salvador da vida.

segunda-feira, 30 de junho de 2014

Diocese de Benguela tem novos diáconos e sacerdotes




NOVOS OBREIROS FORAM CHAMADOS




Cerca de 12 diáconos e 7 sacerdotes diocesanos foram este domingo ordenados a padres e diaconatos para trabalhar no ministério do Senhor. Deste número um, diácono Capuchinho e um, calabriano ordenado à padre pertence a congregação Pobre Servo da Divina Providência em Benguela, bem como 3 diáconos saletinos.

O acto solene aconteceu na capelinha de Nssa. Sra dos Navegantes no dia 29 de Junho de 2014 e congregou mais de quatro mil fiéis, irmãos convidados, autoridades religiosas, sacerdotes, irmãs consagrada assim  como irmãos de outras profissões religiosa.
A cerimónia que aconteceu por ocasião da festa do Sagrado Coração de Jesus contou com a presença do Bispo Emérito Dom Óscar Braga e  foi celebrada pelo Bispo da Diocese de Benguela Dom Eugénio Dal Corso, onde durante sua homilia apelava aos novos ordenados que foram chamados ao ministério do Senhor “a Igreja Católica é única que tem o verdadeiro sacerdote para o ministério do sacerdócio”, disse.

Referiu ainda que, vois sois os escolhidos por Deus, por isso  tomai consciência do que fazeis, e devem ter empenho nas celebrações diárias da eucaristia que é uma missão mais importante da vida religiosa, “tornai sacerdote com o espírito missionário e vontade de trabalhar nos lugares longínquos das comunidades sobre tudo pelo amor ao próximo, na caridade e na fé”. Aconselhou aquele prelado.

No final os neordenados agradeceram a Deus pelos dons da vida, a comunidade pelo apoio e encorajamento moral prestado durante os preparativos estendendo os agradecimentos nas famílias e aos sacerdotes que tornaram possível a sua ordenação.
Depois das ordenações foram enviados nas paróquias onde deverão trabalhar conforme orienta as normas da igreja católica.



segunda-feira, 28 de abril de 2014

FIÉIS CATÓLICOS DA DIOCESE DE BENGUELA CELEBRARAM SEXTA FEIRA SANTA


Religião



 
Cerca de cinco mil fiéis católicos na diocese de Benguela percorreram as arterias da cidade para comemorar a Sexta Feira Santa através da procissão solene da viasacra que representa o sofrimento de Jesus que foi entregue, cruscificado e morto na Cruᴢ, na ocasião aconteceu factos repletos de realismo vividos no mistério da fé, dramatizados em 14 estações para reviver os quadros da paixão e morte de Cristo.
 
Com início a paróquia da Pópulo para paróquia da Sé Catedral, durante a procissão os fiéis proclamavam a ressurreição de Jeusus Cristo morto na Cruᴢ, e remetiam suas precupações através da oração para serem atendidas no terceiro dia da sua reissurreição.

O Bispo da Diocese de Benguela Dom Eugénio Dal Corso no Átrio da SÉ Catedral na mensagem dirigida aos fiéis, refeiu que, o presente acto representa um símbolo de humildade, indulgência para o perdão e aconselhou o amor ao próximo, harmonia, caridade, perdão acima de tudo e que abstinência se faça sentir no seio dos cristãos, concluiu aquele prelado na noite de sexta-feira 18 de Abril de 2014 que no final reservou momento da confição.

No acto, feᴢ presente fiéis de diversas congregações religiosas, entre sacerdotes, madres, seminaristas, líderes juvenís, políticos e fiéis em geral.

De recordar que, historicamente sempre acontece um conjunto de tradições que caracterizam a Semana Santa para os cristãos,  e termina no sábado com a celebração da vigilia pascal.








 


domingo, 13 de outubro de 2013

HISTÓRICA DA SÉ MARCA SUA DEDICAÇÃO



A bênção do Altar e a santa unção marcaram os ritos da dedicação

 

A paróquia da Sé Catedral da Diocese de Benguela marcou o seu momento histórico pela sua Dedicação no dia 13 de Outubro de 2013 na presença de todo clero diocesano com vista celebrar a data. 
No seu evangelho o Bispo da Diocese de Benguela Dom Eugénio Dal Corso achou-se satisfeito e referiu que, a dedicação da Sé, é a consagração de todo edifício para louvor a glória de Deus, a Consagração do edifício para que seja um símbolo da verdadeira adoração, mas também um ritual da igreja católica do filho real feito homem na santíssima Eucaristia.
Disse também que, Dedicação do templo simboliza o lugar onde a comunidade cristã e todos crentes se reúnem para santificar os mistérios da fé e da salvação.
Aquele prelado considerou a cerimónia solene como momentos de grande importância uma vez ficar em memória dos fiéis a referida consagração. Recordou também que, a Dedicação da Sé Catedral foi realizada porque no passado nunca tinha sido dedicada, apenas só foi aberta ao Culto e também consagrado o altar mas não foi realizado os ritos solenes da Dedicação devido as suas razões históricas.  
Dom Eugénio frisou aos fiéis presentes no acto, tal manifestação constitui ainda momento fundamental pela Dedicação da casa do Senhor porque para além de fazer a sua história considera-se a paróquia Mãe a nível de todas paróquias, independentemente de outras cuja história é remota.
A Dedicação de qualquer templo é feita mesmo antes de se concluir todos aspectos arquitectónicos por estar prevista no direito Canónico art. 217 dedique-se os ritos da igreja, frisou o vigário judicial da diocese padre Inácio Hiliheke ao fazer a leitura da Acta da Dedicação.
O acto que coincidiu com os 96 anos da última parição da Nossa Senhora de Fátima 13 de Outubro, reuniu cerca de 1,500 fiéis entre sacerdotes, leigos, missionários, madres, engenheiros que foram responsáveis da referida obra assim como governantes da referida província.
A história dita que o 1º Bispo da Diocese de Benguela foi Dom Armando de Amaral dos Santos em 1705 o então substituído pelo Dom Óscar Braga bispo emérito 1975 e actualmente Dom Eugénio Dal Corso 2004.